terça-feira, dezembro 05, 2006
Debate 2

Primeira recolha: a rádio passa pouca MP; a tv tornou-se mais forte para a divulgação do que a rádio; a grande exposição dos xutos faz sombra;0s ptos mandam na carteira dos pais; ó tim és um chato da porra.

Pois é concordo com tudo. Como se começa a perceber, a mudança está em curso. Vendem-se menos cds porque são caros, assim só pagam os que vendem bastante, portanto como o meio de divulgaçao mais forte é a tv, é aí que se aposta. Custa quase o dobro fazer uma campanha de anuncios na tv do que gravar o disco, e portanto só lá se vai de duas maneiras: com dinheiro, ou com dinheiro e apoios. Só massificando é que a estrutura editorial consegue aflorar os lucros que já teve. Se uma música entrar na novela...Então e se dessem mais concertos, show cases, entrevistas com musica, se realmente dessem MAIOR EXPOSIÇÃO GLOBAL, talvez as músicas se pudessem bater de igual para igual.
Voltando ao "um e o outro", quando gravámos os videos do "Epitáfio", do "Fado.." e demais duas, seria suposto esse materia ir para um programa especial da sic notícias, mas não foi. Só serviu para tirar os videos. Depois, da MTV disseram que não era para o target deles (vide o artigo do R.A.Pereira na visão). Resumindo, o video teve passagens boas na sic mulher, alguma na sic notícias, e o resto são migalhas.
O que me leva ao meu contributo de hoje: o público alvo.
Quem é o meu público alvo? Quando eu fiz as músicas, pensei em pessoas que gosto e que poderiam gostar, ou surpreender-se, sabia que não ia ser para todos, mas poderia ser para vários (de variados)
Quem são vocês?
Pelo que eu tenho visto, podem ser qualquer pessoa. Já tive belíssimos comentários de um jovem de 17 anos no site; o meu filho Sebastião (17) acompanhou o trabalho todo e encorajou-me diversas vezes; Várias pessoas da minha geração (45) viram vários concertos e gostaram; muitas outras ficaram surpreendidas pelo estilo, que vinha ao encontro do delas; muitos de vós conheço dos xutos, têm menos 20 anos que eu; no video de Moncorvo, filmado da mesa, muitas pessoas do público tinham já alguma idade, e elas também gostaram...
 
Escrito por tim, às 7:37 da tarde | Permalink |


17 Comentários:


  • At 11:24 da tarde, Anonymous MML

    Falo baseado em mim e no meu círculo,o dos 35.
    O teu trabalho teve uma enorme falta de divulgação.
    Há muita gente que gosta do teu trabalho só que quase não compra música e ouve música no rádio quando está no carro.
    Basicamente há uma falta de cultura de ouvir música Portuguesa e de comprá-la (dentro deste género músical).
    Eu gosto do teu trababalho, por favor não pares.

     
  • At 11:35 da tarde, Anonymous Anónimo

    faço minhas as palavras do mml e complemento c o teu projecto a solo estar tapado pela projecção dos Xutos. Tenho uma amiga a quem ofereci o disco que ficou na duvida Tim a solo não é o mesmo que Xutos, mas depois de ouvir (apenas conhecia o fado e a musica que passa na renascensa) acabou por me dar razão e acabou por ir ver o concerto da aula magna.
    Talvez tenhas mais sorte quando uma das tuas musicas for generico de novela :P ou então fizer parte da banda sonora dos morangos com açucar

     
  • At 11:45 da tarde, Anonymous Anónimo

    Uma coisa que deixei por dizer Quem conhece o teu trabalho, quem viu a maneira como te entregaste neste album, quem gosta de musica e repara no pormenor do sentimento que nele colocaste tem mais é que apoiar...

     
  • At 2:47 da manhã, Anonymous Fred

    Olá!
    Queria apesar dizer que aprecio muito o teu trabalho.
    concordo com tudo que disseste aqui no teu texto.
    Abraços

    Fred P.Ferreira

     
  • At 2:53 da manhã, Blogger Fotograma26

    Público-alvo. Aqui está um conceito que me faz alguma confusão como é entendido em certos casos. Não entendo que a música seja algo que se possa dividir como sendo para consumo exclusivo de determinados grupos, muito menos divididos por classes etárias. Claro que há as músicas infantis e “coisas” de consumo imediato que acabam por se consumir a si próprias em pouco tempo, direccionadas especialmente para determinados públicos. Geralmente estes públicos assediados são sempre públicos muito jovens e que acabam por ser eles a controlar as carteiras, os comandos da televisão e os ouvidos dos pais. O que me leva a uma das questões que considero realmente fulcrais em todo este assunto: Educação.
    Mas como a questão da Educação levar-me-ia a escrever aqui um comentário bem mais longo do que este, e algo me diz, que este já o vai ser o suficiente, deixo esse tema como sugestão para uma próxima alínea deste debate.
    Voltando à questão do público-alvo do “Um e o Outro”. Não o consigo definir. Nem por classes etárias, sócio-económicas, de educação ou culturais. Das poucas pessoas que conheço que conhecem realmente este trabalho, há gente de todas as idades, com variado poder económico, com todos os tipos de vivências e educação que o adoram, da mesma forma que a mesma variedade de pessoas não lhe encontra interesse nenhum. É uma questão de gostos, não de fórmulas matemáticas engendradas sabe-se lá por quem.
    Em relação ao problema que acho que se pode considerar já cultural de as rádios em Portugal se recusarem a passar música portuguesa, a minha dúvida vai um pouco mais longe. Porque é que as rádios se recusam a apostar em música com qualidade? Claro que não se pode generalizar esta questão em absoluto mas a meu ver é um bocado o que acontece. A rádio tende a aproximar-se cada vez mais do caminho escolhido pela televisão de apostar em algo que sabem à partida que vai vender para grandes massas em detrimento da qualidade. A questão das cotas parece-me absurda. Não é por ser “nacional” que deve passar na rádio. Nem deve ser por isso excluído. O factor de escolha não deve ser a nacionalidade mas sim a qualidade da música. Ter de haver cotas é, para mim, um profundo desrespeito pelo trabalho sério e de qualidade.
    Falar do papel dos Xutos no problema de divulgação deste projecto parece-me também extremamente interessante mas aqui discordo, em parte, do que tem sido dito. Não acho que os Xutos sejam um factor condicionante da aproximação das pessoas a este trabalho a solo, muito menos fazendo-lhe sombra. Quanto muito iria ajudar podendo levar a mais gente querer ter um primeiro contacto com este trabalho para saber o que anda o vocalista dos Xutos a fazer. Mas ao mesmo tempo, isso não acontece! Porquê? E aqui faz-se sentir a enorme falta de divulgação de que este projecto tem sofrido. Considero que houve uma desmarcação extremamente saudável do binómio Tim – Xutos, no sentido de não haver o aproveitamento de usar os Xutos, independentemente de não ser possível, mesmo que se queira, um distanciamento total pois é “O Tim” e as pessoas identificam-no inevitável e imediatamente com os Xutos e com toda a carreira que lhe é reconhecida. Mas essa “bengala” iria encher mais salas de pessoas levadas ao engano. Seria muito fácil apresentar as músicas de “Um e o Outro” intercaladas com êxitos dos Xutos. E esta posição, apesar de poder dificultar parte do processo de divulgação, vem dar ainda mais crédito a este trabalho que vale por si próprio sem precisar de bengalas traiçoeiras.
    Inclino-me para indicar, dos indicados no início da mensagem “Debate II”, como principal factor de dificuldade de divulgação a parte de “ó tim és um chato da porra”. Pronto, pronto, não vamos aparvalhar que isto já vai suficientemente longo e o tema é sério! :P
    Para acabar, acho que a parte do problema de divulgação deste projecto (e de muitos outros de bastante valor) por parte dos meios de comunicação – televisões, rádios, jornais, revistas, etc. – não pode ser tratado como um problema exclusivo desses meios mas sim um problema também dos consumidores que não exigem receber produtos com qualidade e em vez de mostrarem o seu desagrado e exigir continuam de televisão e rádio ligada e a comprar revistas e jornais que depois nos queixamos que não tem interesse mas que alimentamos. É certo que é uma “pescadinha de rabo na boca”: não é dado a conhecer, o público não conhece logo não exige, se não exige não tem procura, se não tem procura não tem venda garantida, se não tem venda garantida não se aposta, se não se aposta não se dá a conhecer. O que me leva mais uma vez à questão da Educação. Temos, enquanto consumidores, o poder (e o dever) de exigir qualidade e de rejeitar o lixo que nos impingem e consumimos muitas vezes por comodismo. Só assim, fazendo a nossa parte podemos “obrigar” a quem de direito faça a deles. E se não fizerem, não os continuemos a alimentar só porque sim. E resta-me pedir desculpa pelo testamento mas o tema é bom e tem muito que se lhe diga! :)

     
  • At 10:23 da manhã, Anonymous Marcelo Augusto Fernandes

    Vou resumir em uma frase:

    Um e o outro não é um cd somente de sucessos de verão e sim uma obra que ficará para vida toda e sempre será ouvido por gerações

    Abraços Tim

    Marcelo Augusto Fernandes
    São PAulo - Brasil

     
  • At 1:39 da tarde, Blogger heidy

    Concordo com a escuteirinha. Mas não se passa somente com o Tim. Dá-se destaque a um certo grupo de musicos (nacional e internacional), e o resto fica entregue a si mesmo. Sempre me lembro disto acontecer. Falando no panorama nacional, conheci grandes grupos através de amigos, ou simplesmente por acaso. Confesso que com a proliferação destas novas tecnologias- internet e afins-, as coisas melhoraram um pouco. Como sou positiva acredito nesta ideia. :)

    Abraços

     
  • At 4:02 da tarde, Blogger heidy

    Bem... fiquei a pensar no teu post durante a hora de almoço. ;) Publico alvo? isso não existe! Tenho 32 anos e nos teus concertos, já vi ao meu lado, malta pequenita e malta mais grauda. Por isso... venha o diabo e escolha.

    Era só isto que queria acrescentar. :)

     
  • At 4:49 da tarde, Blogger MeiaLua

    Também não concordo que as rádios e as televisões dêem pouco espaço à música portuguesa. Apenas dão pouco espaço à boa música. Se ainda conseguimos ouvir alguma boa música através destes meios, é porque ainda há boas músicas, de bons artistas, que se tornam grandes exitos. Mas se, tirando esses, considerarmos os músicos que conhecemos e que têm muita qualidade e formos ver quantos passam na rádio, reduzem-se a meia duzia, sejam nacionais ou internacionais. Não me parece que o problema seja só o ser nacional ou não, embora esse factor ajude muito. Basta ver, de vez enquanto, o programa Top+ da RTP. Todas as semanas os três primeiros lugares são atribuidos à Floribela, aos D'ZRT, ao Tony Carreira e por aí adiante, e o resto da lista não difere muito.
    Quanto à divulgação do UM e o Outro, concordo plenamente que podia ter sido feito muito mais. Até nós, que seguimos o teu trabalho, praticamente só soubemos dos concertos através do teu blog. Mas isto somos nós, que somos atentos, não se pode esperar que a maioria das pessoas saiba da existência de um evento se ele não for devidamente publicitado. Sobretudo em tempos em que pouco interesse há pela nossa música, ou pela nossa boa música.
    Em relação aos Xutos, também não acho que façam sombra ao teu projecto. No concerto da Aula Magna haviam lá pessoas que, claramente, foram lá para ver o vocalista dos Xutos e não me pareceu que tivessem ficado desiludidas ao perceber que afinal este projecto não tem nada a ver com os Xutos, a maioria pareceu-me até bastante satisfeita.

    Quanto ao público-alvo, terá talvez mais a ver com a questão da Educação que a Ana falou e não tanto com a idade. Os ouvidos também se educam.
    E sim, eu também tenho 17 anos e também gosto muito do teu trabalho.

     
  • At 8:43 da tarde, Anonymous Anónimo

    Magnífico, magnífico, magnífico, o que se está a passar no debate que promoveste. Hoje foi um dia cansativo e não estou com cabeça para escrever grandes comentários, mas vou tentar dar o meu contributo para além do que já disse num comentário há dois post atrás.

    De qualquer forma, a minha opinião vai de encontro ao que já foi dito nos comentários anteriores.

    Há uma falha na divulgação, sim. Por culpa de quem? Tu saberás melhor que eu. Mas não tem de forma alguma a ver com a qualidade. Ou melhor... até tem, mas pelas melhores razões. A melhor música não passa nas rádios.

    Tens o exemplo dos Tindersticks, uma banda de culto em todo o mundo mas que não passa nas rádios. Quando muito, passa na Radar. Tal como raramente se ouve Nick Cave, Anthony and the Johnsons, Divine Comedy, Dead Combo, Jeff Buckley, apenas para citar alguns. É por isso que eu quase não ouço rádio, excepto quando há alguma razão especial. No auto-rádio sintonizo a TSF ou ponho o meu cartão digital (que trago sempre comigo) com as minhas músicas. Às vezes ainda experimento a rádio, mas passo o tempo a fazer zapping. Até a Antena 3, que é uma rádio financiada por todos nós precisamente para não depender de publicidade e não se reger por princípios comerciais, não escapa à ditadura das playlists. Quem faz essas playlists? A direcção de programas? As grandes editoras?

    Tudo isso me transcende. Talvez uma dia alguém resolva investigar o assunto a fundo. Talvez até nem seja necessário, porque quem está dentro desse meio deve conhecer bem os lobbies e a forma como actuam. O que eu sei é que eu não sigo as modas ditadas pela rádio e prefiro confiar na minha opinião pessoal para decidir os discos que devo ou não comprar e os artistas que devo seguir com atenção. Como sei que a melhor música não passa nas rádios, faço a minha pesquisa na net e estou atenta ao que se vai escrevendo em bons blogs. Tenho descoberto projectos muito interessantes a partir de sugestões que várias pessoas vão deixando nos seus blogs.

     
  • At 8:48 da tarde, Blogger tim

    publico alvo: já conheço o conceito há muito. Temos que perceber que os meios de comunicação dependem dos patrocinadores, e são as agências de publicidade que vendem o espaço, sendo o conceito utilizado aqui para definir a que publico se destina determinado produto, para se escolherem depois os meios de comunicação correspondentes. O sarilho começa quando, por qualquer razão, um meio de comunicação fica em vantagem em relação aos outros(ex:RFM tem 50% da cota, ou seja, metade dos rádios deste país está na rfm): as leis do mercado levam então a que os concorrentes, em vez de irem por caminhos inovadores mas arriscados, sigam de perto o modelo,dando-se uma uniformização da oferta. Resultado, para onde quer que te vires, é tudo parecido. Assim, os patrocinadores podem apostar neles, caso não tenham capacidade para chegar ao mais caro (neste ex a rfm).
    Ora como quem acaba por pagar o ordenado ao pessoal da rádio são os bancos ou os shampôos (adoro esta palavra cor-de-rosa), as rádios acabam por ter que garantir que são ouvidas, como a grande, e aí entram as listas, para que tudo seja certinho e ninguém mije fora do penico. Isto é de tal forma que até rádios locais entram nesta parvoíce para serem como as grandes!
    Tá-se a ver que, neste esquema não pode haver dúvidas, portanto só pode entrar quem já ganhou á partida. Entretanto, como são todas parecidas, um consumidor insatisfeito dá a volta ao botão e acaba por deixar baixinho num, que muitas vezes é o maior!
    Portanto, como não temos massa crítica suficiente, todos os projectos minoritários estão sempre no fio da navalha. Não atraem ouvintes suficientes, não têm significado para as agências, logo não têm patrocínio, e pronto, um dia não há carolice que aguente...
    Só para ajudar, desde há muito que se sabe que um meio de comunicão gratuito
    suportado pela pub, tende a ter os contéudos minimizados e os anuncios maximizados. Quase foi assim com os canais abertos de tv, e agora vejam o caso metro e destak.

     
  • At 9:42 da tarde, Blogger tim

    Em relação a eu tocar musicas dos Xutos,mesmo minhas de raiz, prefiro sempre o todo ás partes, e por isso não as toco. Em Viana do Alentejo toquei o Posal dos correios mais pela terra do que pelo exito, mas mesmo assim prefiro sempre os originais, se possível

     
  • At 10:29 da tarde, Blogger heidy

    Posal? ou postal? lol Eis a questão. ;P

    Falando mais a sério. Tim, as rádios pequenas, têm o problema de ter de lutar pelo tal lugar de destaque. Muitas vezes enveredam pelo caminho mais facil, ou seja, o comercial. Aproveitando a questão levantada... os musicos também não enveredam por esse lado? pergunto eu agora, será que as musicas que vão parar aos nossos tops, serão a vossa primeira escolha?

     
  • At 1:30 da tarde, Blogger tim

    Este é um comentário para Candy: ao repararem que os temas rondavam os 5' cada, o pessoal da prmoção começou a ficar nervoso! "no cimo do monte estava escalada para single, mas foi preterida pelo tempo; boca: tem uma linda cara para single, mas as pernas são muito grandes! Eu sabia queestava a criar problemas com os tempos,mas os temas é que mandam.
    E acho que quem ganha dinheiro a proover tem de saber promover tudo.

     
  • At 2:39 da tarde, Anonymous Anónimo

    Estando eu a trabalhar numa rádio (Tsf), apesar de ser em sonoplastia e sonorização lá vou começando a perceber um pouco de como funcionam essas questões.

    Alias já tive prazer de montar a entrevista que deste ao Mário dias quando os concertos em Lisboa e no Porto.

    A Tsf começa desde logo por ser uma rádio que passa muito pouca música, é uma rádio de notícias. Aqui pergunto logo eu, a musica não será noticia? As artes, os espectáculos… Pois para os senhores que tratam da programação pelos vistos não é, ou pelo menos não parece ser. Bem agora ao fim-de-semana o Mário Dias vai ter direito a um programa de musica as 16h, este com os Gnr como convidados. Milagrosamente parece que vai nascer um programa de música na rádio.

    Todos os dias montamos peças de música, sejam eles nacionais ou internacional. A condição é enviarem para lá o cd ou dvd e que os músicos nos cedam uma entrevista sobre o assunto. Todos os dias pelo menos uma peça de música vai para o ar, normalmente entre as 8.30 e as 9h. Quem ouve a Tsf sabe que são peças muito curtas quando a música é boa, o que acontece na maioria das vezes, para mim torna-se muito complicado não poder exceder esse tempo. Vocês nem imaginam o que custa dizerem-nos “esta peça só pode ter 2.30 minutos”. Tão pouco tempo normalmente só nos permite mostrar uns segundos da música no início e no fim. Em Portugal dizem que as rádios vivem da publicidade e que se a publicidade não permite que se possa fazer uma peça com 3 ou 4 minutos não se faz.

    Temos o exemplo da Antena3 que como já aqui foi dito é paga por todos nós, e nem essa passa música boa, pelo menos essas rádios podiam fazer mais programas de divulgação. Se forem a Espanha cerca de 80% da música que ouvem nas rádios é espanhola. E isto será porquê? Será que os espanhóis se souberam impor? Será que em Espanha existem leis para que se divulgue o que é nacional?

    Quanto às playlists a da Tsf funciona de uma forma muito automática, que deve de ser o sistema de muitas rádios no nosso país. Existe um senhor que faz a playlist, neste caso escolhe a volta de 150 músicas (normalmente essas musicas são as que saem dos singles) e espeta com elas no programa de emissão. Depois quando um animador está a fazer uma emissão que lhe permita passar musica vai a playlist e esta gera automaticamente as musicas que vai passar e por que ordem. Para mim isto não faz muito sentido. Então o animador já tem de se limitar à playlist e agora também às musicas que o programa escolhe? Onde é que isto irá parar? Bons velhos tempos em que o animador ia para a rádio mais cedo para escolher nos vinis as musicas que ia passar no seu programa.

    Ainda nos vão restando pouquíssimos programas de autor bons, sim que outros nem vos conto como são feito que não quero que fiquem chocados como eu fiquei.

    Será que para bem de todos nós os músicos deste país não podem fazer uma revolução?

     
  • At 2:42 da tarde, Anonymous Anónimo

    Olá

    Quando falei em tempos estava-me a referir ao tempo que temos para fazer as peças, onde pomos pedaços de várias músicas por baixo da entrevista, nas quais gostamos de poder criar espaços no meio da entrevista para que os ouvintes possam ouvir a música. Não me referia ao tempo das músicas para passarem nas playlists.

    P.S. O comentário anterior deveria de estar antes do teu, mas tive que apaga-lo pois tinha quadrados no lugar dos acentos e não se percebia nada.

     
  • At 4:48 da tarde, Anonymous Anónimo

    Grande Tim, antes demais quero dizer que este assunto é de facto muito importante que seja debatido.
    As nossas estações de radio cada vez menos passam musica portuguesa, e isso a mim entristece me um pouco, visto que somos um país tão pequeno mas que temos grandes musicos, e que pelos vistos quando vão la fora parece que são mais acarinhados do que cá...É um pouco triste dizer isto mas lá fora somos por vezes bastantes elogiados pelos "media"...Gostava de ouvir mais música Portuguesa, para ouvi-la muitas vezes tenho de recorrer aos meus cd´s.
    Bem, passando aqui a um assunto diferente...a malta estará sempre a apoiar te Tim, tanto na tua carreira a solo, ou com os X&P...
    O "ALGARVE" está sempre presente...

    FORÇA TIM, dia 16 lá estarei nos Lombos...

    #ALGARVE#